Heráldica de Avenidas Novas

Fundo azul: representa zelo, lealdade, caridade, valores pelos quais se rege a freguesia de Avenidas Novas.

Colunas (a prata): representam os pilares em que assentam a cultura, a sabedoria e o conhecimento, bem como o poder soberano de cunhar a moeda. Evocam as colunas monumentais do Parque Eduardo VII.

Besante/moeda (a ouro): alusão ao poder soberano de cunhar moeda, que se justifica pelo facto de a Casa da Moeda estar sediada na freguesia.

Livro aberto (a ouro, encadernado de prata): alusão à cultura, sabedoria e conhecimento, que nos remete para várias instituições relevantes na freguesia (Fundação Calouste Gulbenkian, Biblioteca Municipal Palácio das Galveias, universidades, escolas e associações).

Pórtico (a ouro) e lira (a prata): representam a porta de acesso ao mundo das artes, dos espetáculos e dos grandes eventos. Evocam duas das maiores e mais importantes salas de arte e espetáculo da cidade de Lisboa, Campo Pequeno e Fundação Calouste de Gulbenkian.

Ondas (a prata): por baixo dos pilares e do pórtico representam as ribeiras, hoje subterrâneas, que correm na freguesia.

Brasão aprovado pela Comissão de Heráldica e ratificado pela Assembleia de Freguesia em 2017. Foi oficializado pelo Edital n.º 599/2017, publicado em Diário da República, 2.ª série - n.º 160, de 21 de agosto de 2017, do qual constam também os outros símbolos da freguesia – Bandeira e Selo.

Brasão: escudo de azul, arco ultrapassado de ouro contendo lira de prata, tudo entre duas colunas do mesmo, a da dextra rematada por besante de ouro e a da sinistra por livro aberto de ouro encadernado de prata; em ponta, duas tiras ondadas de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel de prata com a legenda a negras “Avenidas Novas – Lisboa”.

Bandeira: esquartelada de amarelo e azul; cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lanças douradas.

Selo: nos termos do artigo 18.º da Lei n.º 53/91, com a legenda: “Avenidas Novas – Lisboa”.

História da Freguesia

Avenidas Novas - o centro de Lisboa

Resultado da reforma administrativa de 2012, nasce na cidade de Lisboa a freguesia de Avenidas Novas, a qual agregou as freguesias de S. Sebastião da Pedreira, Nossa Senhora de Fátima e parte da freguesia de Campolide.

A origem do nome Avenidas Novas surge, no final do século XIX, com a reestruturação do território executada por Ressano Garcia, em que se destacam as ruas largas e as fachadas com logradouros ajardinados, características da Arte Nova e Art Déco. Esta renovação urbana foi inspirada no Plano de Extensão de Paris, concretizado por Georges-Eugène Haussmann, a que Ressano Garcia assistiu enquanto estudante na capital francesa.

Com uma área de 2,92 km2 e mais de 23 000 habitantes, a Freguesia de Avenidas Novas apresenta uma configuração de ruas que se entrecruzam de forma perpendicular criando quarteirões quadrados. As avenidas principais que lhe deram o nome iniciam -se na Rotunda do Marquês de Pombal com o Parque Eduardo VII e a Rua Fontes Pereira de Melo, passando pela rotunda de Picoas e seguindo em direção ao Jardim do Campo Grande, pela Avenida da Republica e suas ruas adjacentes.

Do Império Romano ao século XXI

Os primeiros vestígios da ocupação humana no território que agora pertence às Avenidas Novas remontam aos anos 50 d.C., dos quais datam alguns objetos de sílex e cerâmica descobertos entre a Avenida 5 de Outubro e a Avenida das Forças Armadas. Era pela Avenida da República que os romanos faziam chegar à metrópole os produtos criados nas zonas rurais, através de uma estrada que ligava Torres Vedras a Loures e daí a Lisboa.

Em 1180 nasce o Bairro Santos ao Rego, que deriva da expansão dos campos que o rodeavam. O nome Rego tem origem num regato (ribeiro) que nascia no Campo Pequeno em direção a Palhavã e que atravessava a zona do Bairro.

Em 1755, depois do terramoto seguido de marmoto que assolou Lisboa, muitos dos habitantes da capital, assustados com a destruição e com possíveis réplicas da catástrofe, fugiram da parte baixa da cidade, e fixaram-se no território que hoje compõe a freguesia de Avenidas Novas que sofreu, à data, um enorme crescimento demográfico.

Mais de um século depois, em 1888, Ressano Garcia redesenhou a estrutura urbanística, procedendo ao alargamento das ruas e avenidas, acompanhando toda a reestruturação com uma forte componente ambiental: a plantação de choupos, acácias do Japão, faias, ailantos, acácias brancas, entre outras espécies.

Surgem também por esta altura as moradias unifamiliares, de fachadas ecléticas, no estilo Arte Nova e Art Deco, ocupados sobretudo por uma classe média, classe média-alta e alta em expansão. O Parque da Liberdade (atual Parque Eduardo VII de Inglaterra) já constava do projeto final de Ressano Garcia, aprovado em 1889, apesar de, a sua atual configuração ter sido projetada pelo arquiteto Francisco Keil do Amaral já na década de 40 do século XX.

Nos finais do século XIX, mais precisamente em 1890, a construção da Linha Férrea de Cintura, onde se integrava a estação Rego-Lisboa, fomentou ainda mais o crescimento e desenvolvimento das Avenidas Novas.

A freguesia de Avenidas Novas é hoje um dos centros de negócio estratégico na cidade, e tem no seu território universidades, embaixadas, museus e duas das maiores salas de espetáculo de Lisboa.

Por tudo isto, e pelas pessoas que a compõem, a freguesia de Avenidas Novas é considerada uma das zonas habitacionais mais nobres de Lisboa.

Consulte aqui a planta da freguesia de Avenidas Novas.