Tratamento da lagarta do pinheiro

Este ano, devido às condições climatéricas, a praga da lagarta do pinheiro, ou processionária, está muito mais disseminada do que é habitual. Os seus ninhos têm surgido mesmo em pinheiros que foram tratados preventivamente por endoterapia – tratamento que consiste em injetar no tronco um produto fitofarmacêutico que se infiltra no sistema vascular da planta.

Por esta altura do ano, e até meados de abril, as lagartas descem dos ninhos que se encontram nos ramos do pinheiro e procuram um local para se enterrarem. É nesta fase que podem entrar em contacto com pessoas e animais, podendo provocar reações alérgicas mais ou menos graves.

Uma vez que as processionárias já iniciaram a descida dos pinheiros – as procissões que lhe dão o nome –, a sua eliminação é efetuada através da remoção dos ninhos e da colocação de fitas biadesivas que boicotam a sua progressão até ao solo. A fitas são colocadas à volta dos vários troncos da árvore, a uma altura inacessível para os transeuntes. O produto utilizado é uma cola sem qualquer toxicidade.

Desde que este problema foi detetado no Parque Eduardo VII, a equipa dos Espaços Verdes da sua Junta de Freguesia tem efetuado vistorias diárias, a fim de eliminar as lagartas que vão aparecendo no solo. Complementarmente, estão a ser colocadas as referidas fitas e, em coordenação com a CML, está a realizar-se a remoção dos ninhos em altura, uma vez que esta tarefa requer meios elevatórios especiais.

As processionárias libertam milhares de pêlos urticantes que se espalham pelo ar, podendo causar reacções alérgicas nas pessoas e nos animais, nomeadamente, urticária, irritações nos olhos e dificuldade respiratória. Se vir uma lagarta, não lhe toque e previna que as crianças e os animais o façam!