
Nas ruas da nossa freguesia há histórias engraçadas, cheias de pequenas curiosidades, factos históricos e até algum mistério! O nome da “Rua do Arco do Cego” está envolto num episódio da nossa realeza, mas também de alguma dúvida, pois na verdade ninguém sabe ao certo de onde terá surgido o nome “Rua do Arco do Cego” – a rua que tem origem na Avenida Visconde de Valmor e termina no Campo Pequeno.
Sabe-se apenas que existe um episódio que terá ocorrido em 1323 neste local: a Rainha Santa Isabel terá ajudado a fazer as pazes entre o Rei D. Diniz e o seu filho Afonso, sendo que as pazes entre pai e filho foram assinaladas no local com um arco de pedra, na via que passou mais tarde a ser conhecida como Estrada do Arco do Cego. Esta designação surge pela primeira vez em 1858, na cartografia de Filipe Folque.
Norberto Araújo, jornalista, escritor e investigador, refere que em 1928 foi aqui levantado um padrão, guardado em depósito, onde pode ler-se na inscrição: “Santa Izabel, Rainha de Portugal, mandou colocar este padrão neste lugar, em memória da pacificação que nele fez entre seu marido, El-Rei D. Deniz, e seu filho D. Afonso IV, estando para se darem batalha, na era de 1323”.
Era este arco de pedra, de fortes aduelas, com um nicho gradeado ao alto, e que pela sua estreiteza dificultava a passagem dos coches e carruagens de maior porte. Assim, quando a 10 de maio de 1742, D. João V adoeceu e os seus médicos o aconselharam a ir a banhos nas Caldas da Rainha, verificou-se que o coche real não passava de modo algum debaixo do arco que foi então derrubado em setembro de 1742. Apesar de já não haver arco, ficam as histórias e as memórias associadas a esta rua da nossa freguesia.
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