Rua de Artilharia 1

Sabia que esta artéria de Lisboa — que liga a Rua de São Filipe Néri à Rua Marquês de Fronteira — atravessa três freguesias? Avenidas Novas, Santo António e Campolide encontram-se ao longo do seu traçado.

A atual designação da Rua de Artilharia 1 remete para um momento decisivo da história nacional. Antigamente conhecida como Rua de Entremuros e Rua José da Silva Carvalho, passou a ter o nome atual por Deliberação Camarária de 3 de agosto de 1911, no contexto da implantação da República. A mesma deliberação fixou também a Rua de Infantaria 16, homenageando duas unidades do Exército determinantes para a vitória republicana.

O triunfo da Revolução de 5 de Outubro de 1910 em Lisboa consumou-se em pouco mais de 24 horas. Apesar das dificuldades iniciais, as forças republicanas beneficiaram da adesão ou neutralização da maioria dos regimentos da cidade. Na madrugada de 4 de outubro, o assalto ao Regimento de Infantaria 16, em Campo de Ourique, permitiu aos insurgentes tomar o Quartel de Artilharia 1. O Regimento de Artilharia de Lisboa n.º 1, já sublevado contra o regime monárquico, desempenhou então um papel decisivo, com apoio de fogo a partir da Rotunda do Marquês de Pombal, conduzindo à capitulação das forças leais ao rei.

Para além da sua relevância histórica, a rua destaca-se também pelo seu património arquitetónico. Em 1949, o Prémio Valmor distinguiu um edifício de habitação no n.º 105, projetado pelo arquiteto João Simões, um exemplo marcante da arquitetura do Estado Novo. Atualmente, a Rua de Artilharia 1 acolhe também a Direção-Geral do Território.

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