A Rua Viriato, no coração das Avenidas Novas, é uma rua que conta histórias sem precisar de palavras. O seu nome presta homenagem a um herói lusitano do século II a.C., que enfrentou o exército romano e morreu traído por aqueles que se venderam à recompensa.

Curiosamente, até 1911 chamava-se Rua Barros Gomes, ministro da monarquia constitucional e diretor do Banco de Portugal, que introduziu o imposto de selo. Com a chegada da I República, Lisboa trocou ministros por heróis e Viriato conquistou o seu lugar no mapa.

A rua começa na Rua São Sebastião da Pedreira, cruza a movimentada Avenida Fontes Pereira de Melo e termina no Jardim Augusto Monjardino, construído em 2011 em frente à Maternidade Dr. Alfredo da Costa. O jardim ocupa parte da antiga Rua Viriato, homenageia o Professor Augusto Monjardino, primeiro diretor da maternidade e guarda uma escultura de bronze dedicada «Às Mães».

Ao caminhar pela Rua Viriato, cruzam-se cultura, história e arquitetura: o Museu Bansky e edifícios galardoados com o Prémio Valmor, como o nº 5 de Ernesto Korrodi, com fachadas que jogam com torreões e detalhes decorativos, lembrando que Lisboa é uma cidade que gosta de encantar o olhar. A Maternidade Alfredo da Costa, projetada por Ventura Terra e inaugurada em 1932, ergue-se como um marco de arquitetura funcional e humanista, guardando memórias de vidas que começam.

A Rua Viriato é um jogo de contrastes: heróis e urbanismo, tradição e modernidade, cultura e maternidade. Caminhar por ela, sob plátanos frondosos, é atravessar diferentes tempos, do passado lusitano à ambição arquitetónica do início do século XX, chegando à vida de uma cidade que se transforma sem esquecer os seus heróis.

Cada passo é uma descoberta e cada olhar revela novos detalhes de Lisboa.

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